quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um Conto de Natal


Primeiramente publicado em 1843, “Um Conto de Natal” atravessou as décadas posteriores como um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos. A história do velho rabugento Ebneezer Scrooge foi levada inúmeras vezes aos palcos e às telas do cinema - e ainda há quem diga que o personagem serviu de inspiração para a criação de outra figura: a do igualmente ranzinza Tio Patinhas.

Na fábula original, o avarento que detesta as comemorações natalinas recebe a visita do fantasma de Marley, seu sócio, morto há sete anos. A assombração diz que seu espírito não teve paz, já que não foi generoso em vida e avisa que o mesmo deve acontecer com Scrooge. Nos próximos dias, ele recebe a aparição de mais três fantasmas, que o levarão para o passado, presente e futuro, fazendo-o refletir sobre a sua forma de enxergar o mundo.

Em novembro, mais uma adaptação baseada no conto de Dickens será lançada. É a animação revolucionária em efeitos especiais “A Christma´s Carol”, do diretor Robert Zemeckis (“O Expresso Polar”) e com Jim Carrey como protagonista. A grande questão é se a trama permanece atual e com força para ser contada como novidade em plenos anos 2000. Ao ler novamente o clássico, percebe-se que o texto foi se desgastando com o tempo e se tornando um clichê. Ganha crédito apenas por ter sido o primeiro a relatar essa história de renovação pessoal e, claro, pelos dotes literários do consagrado autor.